´Julho Verde´: o mês de conscientização sobre o câncer de cabeça e pescoço
  • 13Jul
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´Julho Verde´: o mês de conscientização sobre o câncer de cabeça e pescoço

Para conscientizar as pessoas sobre o câncer de cabeça e pescoço e a importância de se fazer a prevenção e ficar atento aos sinais de alerta da doença, o mês de julho é conhecido como “Julho Verde”. O mês de atenção à doença surgiu em 2014 no congresso mundial da especialidade.

Segundo o médico cirurgião de cabeça e pescoço do Hospital de Câncer de Barretos, Ricardo Ribeiro Gama, estima-se que em 2015, cerca de 18 mil novos casos desse tipo de câncer foram diagnosticados. Estudos mostram que esse já um dos tipos mais incidentes em homens, acima dos 50 anos, perdendo apenas para o de próstata. Os mais comuns são na região da boca, laringe e faringe.
 

”Os principais fatores de risco continuam sendo o cigarro e o álcool. Em torno de 90% dos pacientes que chegam ao Hospital fumam ou bebem, ou fumaram ou beberam em alguma fase da vida. Há ainda uma associação entre o uso dos dois juntos, pois potencializa a ação carcinogênica do cigarro”, afirmou.
 

Além disso, de acordo com Gama, nas últimas décadas tem aumentada a incidência da doença na faringe, amídalas e base da língua. “Temos visto isso em uma parcela mais jovem da população, por volta de 40 anos, que não fumou e/ou bebeu. Esses novos casos estão ligados ao Papilomavírus Humano (HPV), transmitido através do ato sexual sem proteção”, disse.
 

Diagnostico precoce
Para o médico, o câncer de cabeça e pescoço é, na maior parte das vezes, evitável. “Se eu não fumo, bebo com moderação, não faço uso de bebida e cigarro juntos e faço sexo seguro, com proteção e poucos parceiros, eu estou diminuindo as chances de desenvolver a doença.”
 

De acordo com o cirurgião oncologista, muitos diagnósticos são feitos por dentistas. Além disso, é preciso ficar atento aos sinais. “Um caroço no pescoço, feridas na boca e/ou rouquidão que dure mais de 21 dias é um sinal de alerta. A pessoa deve procurar um médico ou a Unidade Básica de Saúde mais próxima. A melhor forma de cura ainda é a prevenção”, relatou.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação do Hospital de Câncer de Barretos.

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