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O MÊS É DELAS!

Duas aréolas que a gente mal nota e causam a mesma curiosidade que um cotovelo ou uma unha. É assim que vemos nossos peitos quando crianças. Quando começam a crescer, nos obrigam a assimilar uma nova peça na nossa gaveta onde antes só havia calcinhas. E eis que chegamos à adolescência. Fontes de imenso prazer. Objetos da sedução. Nossa afiliação ou orgulho. Assim, passamos a vê-los quando o olhar do outro também conta pontos. Mas, de repente, tudo se transforma novamente. Eles viram fonte de alimento de nossos filhos. O recurso mágico que os faz parar de chorar e obter algum aconchego nas horas difíceis de ser um bebê. Depois ainda, podemos vê-los como tantos sinais que o tempo passou.

Nossa convivência com essas duas glândulas, os seios, nem sempre é pacífica. Ora nos faltam, ora nos sobram. Ora doem, ora nos fazem descobrir o deleite. Ora caem, ora racham, ora jorram e às vezes, nos são penosamente extirpados. Apenas um fato é certo: eles nos definem. A primeira grande transformação em nosso relacionamento com o seio vem na adolescência quando passa a ser notado e o segundo momento durante a gravidez e amamentação. Peitos doloridos, crescendo em ritmo veloz, são os primeiros sinais que um bebê se instalou em nosso organismo. No início temos dois peitões e nenhuma barriga.

É só o bebê nascer para que a barriga diminua e os seios se lancem desenfreados na produção de leite. Quanto mais o bebê suga, mais ele estimula a produção dos hormônios que regulam a produção e ejeção do leite. Aí, sabe aqueles dois seios que até então tinham sido seus bons companheiros de balada, seus parceiros de sexo? Esqueça. Eles não te pertencem mais. Seios, mamas ou como você queira chama-los a essa altura, passam a ser conexão entre mãe e bebê. Aquele elo que se mantém depois que o cordão umbilical foi cortado. Os maridos talvez não fiquem muito animados, mas a vida é assim: seu peito é a geladeira do seu filho.

Para você, erotismo provavelmente soe como uma palavra distante. Fora o medo das mamas aumentarem ou diminuírem. Ou simplesmente, caírem!

Dra. Doriana Garcia
COLUNA SAÚDE DA MULHER: A médica ginecologista e obstetra atuante em Jales/SP esclarece sobre a saúde feminina, a importância das consultas de rotina

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